Arquivo da categoria: Ana

Um Presente de Natal

Padrão
Desde que se entendia por gente, Antonino morava na casa de pau a pique construída por seu avô em uma terrinha no meio do sertão. Minúscula gleba de terra que foi passando de pai para filho e da qual saía o sustento de toda a família. Foi com muito orgulho que o pai de Antonino lhe legou a casinha e o pequeno terreno que a cercava no dia de seu casamento com Jacinta, dizendo que com seu trabalho ele seria capaz de cuidar de sua mulher e filhos.

Assim, passaram-se alguns anos de trabalho duro, malgrado a seca que teimava em roubar os preciosos litros de água que nutriam os míseros legumes da horta de Jacinta e cavava profundas entalhas onde Rosinha, a vaca ancuda e magricela deveria ter o seu pasto.

Mesmo trabalhando duro sob o sol inclemente do sertão, Antonino não reclamava da dificuldade da vida e do suor que impregnava o seu corpo no final do dia, pois à noite ele recebia um beijo de Jacinta e um abraço apertado do filho Francisco.

Mas esse ano tinha sido diferente: a seca deu uma trégua a Antonino, o que lhe permitiu conseguir trabalho em uma propriedade nas redondezas e amainar a miséria que reinava na casa de pau a pique. E por isso, com algumas notas no bolso, Antonino resolveu que este ano a família comemoraria o Natal, não apenas com orações à meia noite como sua mãe havia lhe ensinado, mas também com presentes. Suspeitava de que Francisco sequer saberia o que significava o Natal, mas ele iria proporcionar ao filho uma surpresa especial.

Chegou em casa pensando no tecido florido que viu na vendinha da cidade mais próxima, e com o qual Jacinta poderia fazer um belo vestido. Sorriu ao imaginar a felicidade da mulher. Pôs-se, então, a pensar no filho. O que poderia agradar Francisco?

Francisco estava sentado na porta da casa, a camiseta suja de terra e os joelhos ralados, como qualquer garoto de sua idade. Correu para o pai quando o viu se aproximar e o abraçou, pulando em seus braços.

Isso encorajou Antonino a perguntar:
-Filho, o que você quer ganhar de presente de Natal?

Francisco o olhou com um inconfundível brilho de alegria nos olhinhos e disse entusiasmadamente:
– Pai, eu sei o que eu quero. Eu quero NEVE!!!

Assustou-se Antonino com tal resposta, e em seguida questionou ao filho de onde viera ousado pedido. A resposta foi rápida:
– Ouvi a professora Matilde dizer que na Europa as crianças brincam na neve no Natal. Então eu quero brincar com neve também!

Matilde era uma das poucas professoras da “Escola Felicidade” que se preocupava com o futuro das crianças, sem perder a esperança de que dias melhores estavam por vir. Assim, numa de suas aulas de contos, a professora Matilde leu aos alunos histórias sobre o Natal na Europa, e Francisco ficou curioso e encantando com a tal “neve”.

No entanto, este seria um presente quase impossível de Antonino dar a seu filho querido. O dinheiro que havia ganhado mal dava para comprar presentes e fazer uma cesta de comidas. Pensou que a solução seria viajar com o filho, mas para onde? Como?

Com sua pouca escolaridade, Antonino mal sabia qual era a cidade mais próxima que nevava. Havia viajado poucas vezes de barco e nunca de avião, como realizaria o sonho do filho?

Antonino informou-se com as pessoas mais ricas do sertão e descobriu que pouco abaixo da divisa do Brasil, a caminho do Uruguai, estava a primeira cidade que nevava. Mas sair do sertão e chegar até lá, como seria, quanto tempo demandaria… Teria que deixar de construir um Natal feliz para toda a família e apenas realizar o sonho de Francisco.

O coração de Antonino apertou. Jacinta, com seu amor incondicional, acalmou Antonino e disse para rezarem à Divina Providência, que com certeza uma solução apareceria.

Até que na véspera do dia de Natal um anjo tocou em Antonino, e o levou para bem longe da vida. A família inteira ficou alvoroçada, desnorteada, até esqueceu que era o dia do nascimento do menino Jesus. Esqueceu também de Papai Noel, esqueceu seus sonhos e planos. Francisco, da noite para o dia deixou de ser criança, e sentiu o peso do mundo em suas costas infantis, o peso que antes o pai carregava.

Dez anos se passaram e as coisas mudaram muito. Pouco tempo depois da morte de Antonino, Jacinta se juntou a ele, e Francisco se viu sozinho. Agora já era adulto, e cuidava de si com determinação. Casou-se com uma moça da cidade grande, Maria Lúcia, uma menina linda e sonhadora. Logo juntaram dinheiro para poder viajar, e foram tentar ganhar a vida nos Estados Unidos. A América era um sonho, uma chance de ganhar um dinheiro mais valorizado.

Chegaram a Nova York em Março, não estava nem quente nem frio. Chiquinho agora era “Frrranciscow”, como os americanos o chamavam. Fazia de tudo: pintava paredes, lavava pratos, latrinas e andava com os cachorros dos gringos. Impressionante como aqueles animais eram cheios de luxos que ele mesmo nunca tivera, nem sonhara existir.

Maria Lúcia cuidava da casinha que conseguiram alugar, bem longe do centro, e também trabalhava em casa de famílias abastadas, cuidando de crianças e fazendo de tudo um pouco. A vida não era nada fácil, aprender uma língua diferente e aparentemente difícil. As pessoas eram frias, distantes, mas achavam graça do jeito diferente dos brasileiros, do modo como falavam, e das coisas que comiam. Sentiam-se estranhos àquele local, meio excluídos, discriminados, mas levavam a vida assim mesmo.

O Natal ia se aproximando, Chiquinho e Marilú (como ele a chamava carinhosamente) não faziam idéia do frio que viria pela frente. Pela primeira vez viram que realmente uma pessoa poderia morrer de frio, pois até então, só tinham medo da fome e da sede que matava tantas crianças no sertão de onde vieram. Muita chuva e um vento cortante e gelado, e o dia parecia nunca chegar, pois a noite caiu sobre a agitada cidade daquele país estranho, e parecia que nunca mais iria terminar. A vida ficou cinza e sem graça.

Desde que seu pai morreu Francisco não se lembrava do que era o Natal. A Escola Felicidade ficara para trás há muito tempo, assim como a professora Matilde, e as lembranças daqueles poucos anos que vivera na roça em companhia de seus pais, Antonino e Jacinta. Há muito tempo não pensava neles, embora sentisse que sempre tinha uma mão por perto o amparando, nos momentos mais difíceis. Na verdade, Francisco não tinha tempo para pensar nessas coisas. Sua rotina era trabalhar, trabalhar, trabalhar. Muitas vezes dormia menos de 4 horas por noite, pois sua jornada de trabalho era longa penosa.

Não nevou nenhum dia desde que estava na América, de fato, o inverno estava atípico, bem mais ameno, diziam os “new yorkers”. Francisco nem se importou, afinal seus sonhos de criança já tinham se perdido, e nem mesmo do pedido de neve de presente que fizera ao pai anos atrás, ele se recordava. Até que na véspera de Natal, o que todos os americanos entendem como bom presságio para a noite do nascimento de Cristo, e para o ano que se aproxima, aconteceu… da forma mais inesperada e estranha que todos os habitantes do planeta já tiveram notícias…

Naquela mesma noite, Francisco e Marilú estavam de folga no alpendre de casa, e juntos bebiam “Cidra Cereser” que compraram numa venda de brasileiros num bairro próximo. De olhos fechados e de mãos dadas, Francisco sentiu um toque leve e gelado em seu nariz. Assustou-se com aquela nova sensação, e abriu os olhos. Os mais belos flocos de neve desciam do céu, e ele ficou cego de lembranças, de emoções, e de tudo aquilo que ficou tão bem guardado em seu coração há tantos anos. Lembrou-se de quando era uma criança, e de tudo o que já vivera: do pedido de Natal, de seu terno pai e da carinhosa mãe.

Por um momento, poderia jurar tê-los visto no céu lá do hemisfério norte, sorrindo e lançando confeitos de gelo. Imediatamente percebeu, como que por mágica, que em nenhuma outra casa da Big Apple caía um só floco de neve! Era como se Antonino finalmente realizasse o sonho do curioso menino, o presente de Natal de conhecer de perto da brancura e a leveza do gelo que caía do céu, e ao mesmo tempo acordasse o adulto Francisco da rotina e da dura vida que levava, para ser feliz com as pequenas coisas e sensações.
Naquela hora, Maria Lúcia anunciou que esperava um filho de Francisco, e a alegria tomou conta daqueles seres embevecidos pela beleza e pelo frescor do presente enviado dos céus.

Cantaram, gargalharam, dançaram, como nunca haviam feito antes.

A partir de então, Francisco entendeu o verdadeiro sentido do Natal: o que a neve trouxe foi a certeza de que seriam felizes, pois a felicidade estava nas menores coisas, e onde quer que ele fosse, nunca mais se esqueceria do amor por seus pais, por Maria Lúcia e o filho que iriam ter, e acima de tudo, do amor que o fazia seguir em frente, apaixonado pela vida, pelos sonhos, e pela magia do Natal.

BERRIES

FELIZ NATAL, NÃO SE ESQUEÇAM DE SONHAR, SEJAM SEMPRE CRIANÇAS E CARPE DIEM!
São os votos das Mineiras, Uai!

Obs.: Conto escrito a 6 mãos, por Bela, Lú e Ana.
Obs. 2: Foto por Edson Martins.

Eu já vi o Papai Noel

Padrão

Eu era bem criança (não vou falar “pequena”, pois isso eu ainda sou… rsrs), devia ter uns 04 ou 05 anos. O nosso Natal sempre foi ou em Nova Era, casa dos meus avós, ou com a família da minha mãe, em BH ou Santa Maria de Itabira. Este ano 1984 (ou 1985) estávamos em Nova Era.
Sou a neta mais velha de Soié e D. Aparecida, ao lado do Clóvis Fabrício, que é o neto mais velho, nascido quase 02 anos antes de mim. Éramos muito amigos – ainda o somos, mas o dia-a-dia não nos permite encontrar tanto – e aprontávamos todas pra cima dos meus tios ou dos priminhos mais novos. Naquele ano, o Fabrício estava desconfiando que Papai Noel não existia, tentava me convencer a todo custo, e eu argumentava contra, já gastando todo o meu raciocínio lógico-jurídico que eu nem sabia possuir desde então. Algumas vezes cheguei quase a convencê-lo de que estava errado, mas sua teimosia era grande, e o menino prodígio dos computadores (sim, ele ganhou o primeiro quando tinha 04 anos) não se deixava abater, tudo era muito simples e matematicamente certo.
Naquela noite de Natal, a missão da patota toda era ficar de plantão na sala da vovó, embaixo da árvore de Natal, e com a janela fechada, pra ver se o bom velhinho nos chamaria para deixá-lo entrar e trazer os tão esperados presentes.
Meu pai, preocupado com a nossa saúde (pois não aceitamos sequer um lençol ou travesseiro, tudo tinha que ser bem desconfortável pra não corrermos o risco de cair no sono), tentou nos levar para o quarto, para o quentinho das camas, mas a briga foi grande, e tudo ficou como estava.
Meninos, eu vi! Juro que vi! Eu vi o Papai Noel na janela, que eu abri para ele entrar, conversei com ele, sentei em seu colo, e ele me pediu para ir dormir no quarto e só abrir os presentes na manhã seguinte, para ser uma boa menina e obedecer e respeitar meus pais e avós.
Se foi sonho, eu não sei, só sei que acordei no dia seguinte no quarto, e tudo estava conforme o Papai Noel tinha deixado antes de ir embora!
É por isso que prefiro até hoje acreditar que o mundo pode ser melhor, que a vida pode ser light, sem stress, com mais sorrisos e mais magia… Prefiro acreditar que ainda sou criança e posso brincar e sonhar e dançar e girar até o fim dos meus dias!
Feliz Natal a todos!
Ana.

Eu já vi o Papai Noel

Padrão

Eu era bem criança (não vou falar “pequena”, pois isso eu ainda sou… rsrs), devia ter uns 04 ou 05 anos. O nosso Natal sempre foi ou em Nova Era, casa dos meus avós, ou com a família da minha mãe, em BH ou Santa Maria de Itabira. Este ano 1984 (ou 1985) estávamos em Nova Era.
Sou a neta mais velha de Soié e D. Aparecida, ao lado do Clóvis Fabrício, que é o neto mais velho, nascido quase 02 anos antes de mim. Éramos muito amigos – ainda o somos, mas o dia-a-dia não nos permite encontrar tanto – e aprontávamos todas pra cima dos meus tios ou dos priminhos mais novos. Naquele ano, o Fabrício estava desconfiando que Papai Noel não existia, tentava me convencer a todo custo, e eu argumentava contra, já gastando todo o meu raciocínio lógico-jurídico que eu nem sabia possuir desde então. Algumas vezes cheguei quase a convencê-lo de que estava errado, mas sua teimosia era grande, e o menino prodígio dos computadores (sim, ele ganhou o primeiro quando tinha 04 anos) não se deixava abater, tudo era muito simples e matematicamente certo.
Naquela noite de Natal, a missão da patota toda era ficar de plantão na sala da vovó, embaixo da árvore de Natal, e com a janela fechada, pra ver se o bom velhinho nos chamaria para deixá-lo entrar e trazer os tão esperados presentes.
Meu pai, preocupado com a nossa saúde (pois não aceitamos sequer um lençol ou travesseiro, tudo tinha que ser bem desconfortável pra não corrermos o risco de cair no sono), tentou nos levar para o quarto, para o quentinho das camas, mas a briga foi grande, e tudo ficou como estava.
Meninos, eu vi! Juro que vi! Eu vi o Papai Noel na janela, que eu abri para ele entrar, conversei com ele, sentei em seu colo, e ele me pediu para ir dormir no quarto e só abrir os presentes na manhã seguinte, para ser uma boa menina e obedecer e respeitar meus pais e avós.
Se foi sonho, eu não sei, só sei que acordei no dia seguinte no quarto, e tudo estava conforme o Papai Noel tinha deixado antes de ir embora!
É por isso que prefiro até hoje acreditar que o mundo pode ser melhor, que a vida pode ser light, sem stress, com mais sorrisos e mais magia… Prefiro acreditar que ainda sou criança e posso brincar e sonhar e dançar e girar até o fim dos meus dias!
Feliz Natal a todos!
Ana.

Padrão

Você já ficou extasiado diante da beleza de uma criança?
Você já contemplou, maravilhado, um céu em noite de estrelas?
Você já teve medo de uma noite de tempestade?
Você já se entusiasmou diante da enormidade de uma montanha?
Você já se emocionou ao ver um trabalhador realizando o seu trabalho?
Você já amou?
Você já sentiu saudades?
Você já refletiu sobre o que é Paz, Serenidade, Alegria, Amor?
Você já sentiu que Paz, Serenidade, Alegria e Amor vieram para ficar?
Você já notou que depois de Alegrias e Tristezas tudo dentro de você se aquietou?
Você já entendeu que a vida interior e a vida exterior não podem se separar?
Você já se lembrou que antes de você outros já viram isso tudo e sentiram essas emoções?
Você já parou e pensou, hoje?
Você já percebeu que é NATAL?

Eu particularmente amo o Natal!!!
Ao contrário de muitos, como você Bela, que não gostam desta época do ano, acho que pelo menos nesse período as pessoas se sensibilizam mais, despertam para o lado social, para os enlaces familiares, para o amor!
O mundo vive um caos com a falta de muitos sentimentos durante o ano, e se a solidariedade e o amor ainda faltassem na época do Natal, tudo pioraria mais!
Por isso, que brinco como criança, rezo para o Menino Jesus abençoar, amo minha família de montão e quero vê-la unida, por mais que contratempos aconteçam no dia-a-dia.

Quero continuar a ter sonho de menina… um friozinho de neve no ar… um cheirinho de bolo de chocolate assado… alguns presentes arrumados… um sapatinho na janela com o desejo que, de presente, o papai noel mande paz e saúde aos homens…
Este é o meu NATAL!

Beijos, Lú

É, cresci!

Padrão

Outro dia mesmo falei isso num comentário em outro blog: quando era criança, eu simplesmente A.M.A.V.A final de ano… Vinha chegando novembro e dezembro, eu fazia contagem regressiva, na maior empolgação. Afinal, em breve chegaria meu aniversário (21.12, hã-hã), Natal e Réveillon, sem contar que as aulas do colégio estavam acabando – na minha época o ano letivo não era absurdamente gigantesco como é hoje, e no iniciozinho de dezembro a escola entrava de férias… Aulas de novo, só em fevereiro do outro ano: Ô vida boa!

Também, ficava à toa 02 meses, com um monte de festa, presentes para ganhar, viagem para a praia (geralmente Cabo Frio ou Iriri… na pior das hipóteses, iria para casa de meus avós em Nova Era, ou, se ficasse em BH, muita bagunça na casa das primas, banhos de mangueira no sábado ensolarado, ao cinema, comer bobagem, vídeo o dia todo, etc, etc…).

E quando o ano novo chegava era ainda melhor, pois tinha a ansiedade de começar as aulas, a nova turma, “Será que o fulaninho vai estar na minha sala?”; “Será que vou ficar junto com minhas amigas de novo?”… E dá-lhe compra de estojo e canetas perfumadas e coloridas, caixa de lápis de cor novinha em folha, encapar caderno, agenda nova, quem sabe rolava uma mochila bem “transada” nova…

Hoje em dia, o as coisas mudaram ou fui eu que mudei? Ou melhor, eu cresci né? Será que estou ficando velha e rabugenta? Para mim, depois que virei “gente grande” (ah tá, com 1,58m… rsrsrs), fim de ano é sinônimo de STRESS: muita chuva, trânsito caótico, falta de dinheiro, gastos excessivos com presentes e fechamentos de contas, o 13º que não dá pra nada, correria com prazos “pra ontem” no trabalho, pois todo mundo deixa tudo para a última hora e acaba sobrando pra mim… Ixi! O ano acabou e eu nem vi…

É! Eu era feliz… e sabia!

Ana.

É, cresci!

Padrão

Outro dia mesmo falei isso num comentário em outro blog: quando era criança, eu simplesmente A.M.A.V.A final de ano… Vinha chegando novembro e dezembro, eu fazia contagem regressiva, na maior empolgação. Afinal, em breve chegaria meu aniversário (21.12, hã-hã), Natal e Réveillon, sem contar que as aulas do colégio estavam acabando – na minha época o ano letivo não era absurdamente gigantesco como é hoje, e no iniciozinho de dezembro a escola entrava de férias… Aulas de novo, só em fevereiro do outro ano: Ô vida boa!

Também, ficava à toa 02 meses, com um monte de festa, presentes para ganhar, viagem para a praia (geralmente Cabo Frio ou Iriri… na pior das hipóteses, iria para casa de meus avós em Nova Era, ou, se ficasse em BH, muita bagunça na casa das primas, banhos de mangueira no sábado ensolarado, ao cinema, comer bobagem, vídeo o dia todo, etc, etc…).

E quando o ano novo chegava era ainda melhor, pois tinha a ansiedade de começar as aulas, a nova turma, “Será que o fulaninho vai estar na minha sala?”; “Será que vou ficar junto com minhas amigas de novo?”… E dá-lhe compra de estojo e canetas perfumadas e coloridas, caixa de lápis de cor novinha em folha, encapar caderno, agenda nova, quem sabe rolava uma mochila bem “transada” nova…

Hoje em dia, o as coisas mudaram ou fui eu que mudei? Ou melhor, eu cresci né? Será que estou ficando velha e rabugenta? Para mim, depois que virei “gente grande” (ah tá, com 1,58m… rsrsrs), fim de ano é sinônimo de STRESS: muita chuva, trânsito caótico, falta de dinheiro, gastos excessivos com presentes e fechamentos de contas, o 13º que não dá pra nada, correria com prazos “pra ontem” no trabalho, pois todo mundo deixa tudo para a última hora e acaba sobrando pra mim… Ixi! O ano acabou e eu nem vi…

É! Eu era feliz… e sabia!

Ana.

Vamos subir Galôôôô!

Padrão
Vamos subir Galôôôôô!

Coração Atleticano, ô ô…
Coração Atleticano.
Tem a força, tem a raça.
Tem a alma, desta MASSA!

Torcida

Mais fotos, aqui.
Mais torcida, aqui.
Mais textos, aqui.

Com um pé e meio na primeira divisão…

Ana.

(Lulis, foi mal, mas tive que fazer isso hj…)

O Cavalo Livre de Tróia

Padrão
Taí uma excelente oportunidade para os bloggeiros / mineiros de plantão se encontrarem:
o “filho” do meu amigo, primo (e, após muita insistência, bloggeiro) JOÃO LENJOB finalmente, e após tanta promessa, vai nascer!

O parto de “O Cavalo Livre de Tróia”, livro de poemas do “Joãozinho de Nova Era”, já tem data e local marcados:

08 de Dezembro de 2006, às 20h, no Teatro Casanova

Av. Afonso Pena, nº 1.500, 18º andar.

Todos estão convidados, eu estarei lá!


O Cavalo Livre de Tróia

Vejo vocês lá!

Ana.

____________________________________________

Belo Horizonte
João Lenjob

Em cada esquina
Uma bela menina
Me beija
Em cada beijo
Uma bela cerveja
Me ensina
Posso subir a Bahia
Brincar na Pampulha
Conhecer o Mineirão
Fazer a arte e querer ser bom
Ir ao Mangabeiras, o parque
Talvez Municipal
E correr Floresta, Lourdes, Santa Teresa
Belo Horizonte real, minha nossa, sua.

O Cavalo Livre de Tróia

Padrão
Taí uma excelente oportunidade para os bloggeiros / mineiros de plantão se encontrarem:
o “filho” do meu amigo, primo (e, após muita insistência, bloggeiro) JOÃO LENJOB finalmente, e após tanta promessa, vai nascer!

O parto de “O Cavalo Livre de Tróia”, livro de poemas do “Joãozinho de Nova Era”, já tem data e local marcados:

08 de Dezembro de 2006, às 20h, no Teatro Casanova

Av. Afonso Pena, nº 1.500, 18º andar.

Todos estão convidados, eu estarei lá!


O Cavalo Livre de Tróia

Vejo vocês lá!

Ana.

____________________________________________

Belo Horizonte
João Lenjob

Em cada esquina
Uma bela menina
Me beija
Em cada beijo
Uma bela cerveja
Me ensina
Posso subir a Bahia
Brincar na Pampulha
Conhecer o Mineirão
Fazer a arte e querer ser bom
Ir ao Mangabeiras, o parque
Talvez Municipal
E correr Floresta, Lourdes, Santa Teresa
Belo Horizonte real, minha nossa, sua.

Os Donos da Situação

Padrão
Já reparou como sempre existiram aquelas pessoas que se sentem os donos da situação? Em qualquer lugar, é impressionante…
Claro que você pode ser o dono da situação num bom sentido, e isso é muito muito, obviamente.
Quando falo dos “donos da situação” para dar título a este texto, poderia ter dito: “gostosão da bala Chita”, “poderoso chefão”, “todo poderoso”, etc, etc… Enfim, vocês entenderam.

Vejamos então:

O folgado

Este aí não está nem azul se você está com pressa e quer passar no corredor. Ele simplesmente pára bem no meio para bater papo com o seu coleguinha, e de forma que, ou você aguarda mais 5 minutos, ou pede licença educadamente – e o folgado finge não te escutar – e aí você espera os 5 minutos da mesma forma, ou você passa encostando no sujeito, o cara ainda te olha de lado e você derruba seus papéis no chão – já que precisou fazer contorcionismo pra poder se espremer no minúsculo espaço que te sobrou.

(Atenção! O sujeito acima descrito também está solto por aí no trânsito!!!)

O poderoso chefão


Vogon

Claro que ele não é chefe de nada, trata-se de um aspone ou mero burocrata de plantão, que se acha O Deus, ou melhor, se acha não, TEM CERTEZA!!! Tudo com eles é mais difícil, dá mais trabalho, sem contar no arzinho de superioridade que exala deles e que você percebe no ato!

(Atenção! O sujeito acima descrito não está adstrito só à Terra… Lembram-se dos “Vogons”?)

O Bonitão da Bala Chita

Tarzan & Chita

Não adianta o cara ser feio. Ele simplesmente não se olha no espelho! E o pior: ele se acha! Como uma metralhadora, ele dispara seu “charme” para todos os lados, e não se toca que, quando você é gentil, está apenas sendo gente boa, e não dando bola! Pra completar, o “bonitão da bala Chita” (para os leigos, a bala Chita traz na embalagem uma foto da CHITA, a macaca do TARZAN) se acha um ser superior (só se for em feiúra, mas ele não sabe!), e por isso, acha que não precisa ser educado, comprimentar, tratar bem as pessoas, etc, etc.

(Atenção! O sujeito acima identificado pode ser encontrado em qualquer camada social, no trabalho, na escola, na faculdade, no clube, etc…)

O dono da rua

Além de ter aquele que se acha o dono da rua e estaciona em frente a garagem do seu prédio, pára em fila dupla ou até tripla, conversa no meio da rua com outro motorista com o carro parado e uma fila de outros automóveis atrás sem dar a mínima, o tipo “qualificado” de dono da rua que me irrita todos os dias é outro: simplesmente, ele se acha o dono de todas as vagas do quarteirão. Para isso, pega as chaves de alguns motoristas (“donos da rua” também) e estaciona os carros de tal forma que ninguém mais pode estacionar, a não ser os “mensalistas” dele…

Haja!

Ana.

Ps.: Que os machos leitores deste blog não me levem a mal! Todos os “tipos” acima vêm em 3 padrões: Barbie, Ken ou Bonequicha!