“O Cravo e a Rosa” – Último capítulo

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Para uma história que rendia desde o último carnaval, e que era regada com muita amizade, amor e boas saídas, seu final foi bem estranho. Igual à música: “o Cravo brigou com a Rosa, debaixo de uma sacada. O Cravo saiu ferido e a Rosa despedaçada…” Mas nem tanto, não houve violência física…

Caminhava tudo bem na história até que num final de semana o Cravo chamou Rosa para ir num show sertanejo. O Cravo, como sempre, dando uma de machão fazia de tudo pra chamar a atenção da Rosa e de outros convidados do evento. Numa dessas, três flores perdidas cruzaram a dança do Cravo e da Rosa: duas sensatas, que não se metem onde não são chamadas, e uma mais petulante, Ibisco (só pelo nome já se imagina: Ibisco/biscate). As sensatas até curtiram a noite numa boa, dançaram, beberam e ainda paqueraram. A Ibisco, mesmo estando há poucos dias separada da sua flor macho, não perdeu tempo e jogou charmes para o Cravo, numa atitude de bastante desrespeito com a Rosa, que via tudo a olho nu.

Claro que a Rosa não teve sangue de barata. Apesar de em várias oportunidades ter demonstrando seu amor pelo Cravo, paciência tem limites e o mínimo que se esperava da relação era respeito mútuo. Ao perguntar à Ibisco porque agia assim, ainda teve a audácia de dizer à Rosa que de forma alguma estava gostando do Cravo.

O Cravo, com toda sua pose, também se galanteou para Ibisco e, num conflito de sentimentos, passou seu telefone para ela, mesmo com toda a bronca que havia recebido de Rosa. Uma palhaçada!

Três dias depois, o Cravo procurou a Rosa e mostrou que em seu celular havia o telefone da biscateira Ibisco. A Rosa não conseguiu compreender como uma flor dessas, não das mais belas, separada de um marido ou companheiro há poucos dias, podia já querer se aventurar no mundo dos solteiros, e ainda perturbar uma história que não lhe dizia respeito… vai saber o que passa em sua mente, dinheiro, carro, sexo, companhia…

O pior ainda estava por vir…
Numa história que virou um telefone sem fio (quem conta um conto aumenta um ponto), chegou aos ouvidos do Cravo que a Rosa teria combinado de sair com as outras amigas de Ibisco, as sensatas da festa. Mas o que Cravo não sabia é que uma dessas flores tinha amigos em comum com Rosa e outras afinidades que não deu tempo de serem contadas.

Numa atitude infantil de Cravo, num único telefonema à Rosa, despejou uma raiva sem limites. Algo parecido como “você não quer que eu paquere Ibisco… e … não vá a determinado lugar (diga-se de passagem público) porque estarei com a Ibisco”. Puft, desligou-se o telefone.

Ai ai ai.. ninguém merece!

Graças a Deus a Rosa não se deixa abalar por qualquer coisa, ainda mais por uma situação onde pôde averiguar a falta de respeito que Cravo tinha no relacionamento, a impaciência para conversar, raciocinar e ai sim tomar uma atitude.

Rosa deu boas gargalhadas com a história, mas não guarda raiva de pessoas como o Cravo, que se deixam influenciar por um momento, um rabo de saia biscateiro e acabam perdendo não só um amor, mas uma amizade, queimando completamente o filme perante inúmeras pessoas. O que Rosa não pode ensinar, a vida faz aprender por bem ou por mal.

Rosa finalmente descobriu que Cravo não lhe merece, e várias pessoas do relacionamento dos dois vieram a seu encontro para dizer o mesmo, e ainda relembrar de outras atitudes imaturas que compõem a vida de Cravo, as quais Rosa não presenciou.

Águas passadas… claro que momentos bons aconteceram entre os dois, fatos que não serão esquecidos, e sorrisos ao lembrar da palhaçada final. Ninguém merece!

The End

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Sobre Ana Letícia

@analeticia Autora do blog Mineiras, uai! desde 2004, nasceu em Belo Horizonte-MG e atualmente mora na capital federal. É advogada e sagitariana. Gosta de poesia, literatura, fotografia música boa e dança clássica, contemporânea, de salão, etc. Já quis ser bailarina, como toda menina, e até hoje fica nas pontas dos pés. Participou do Projeto Macabéa com outros escritores blogueiros do Brasil, e atualmente é uma das editoras do Castelo do Poeta, junto com seu primo, o poeta João Lenjob.

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